Março no Monte: Primavera em flor, nascimentos e barragem cheia

Há meses que não se contam. Vivem-se.
Março foi assim no Monte das Lages*, vivido com as mãos na terra, os olhos no céu e o coração cheio de pequenas urgências bonitas.
O mês começou com vida nova a chegar devagarinho.
Nasceram 35 bezerros. Trinta e cinco começos. Trinta e cinco lembretes de que a natureza não pede licença, simplesmente acontece.
E como quem sabe que é preciso preparar o futuro com calma, chegou também um touro novo, agora senhor do seu território, pronto para continuar este ciclo silencioso que sustenta tudo o que o Monte das Lages é.
Pelo campo, as amendoeiras vestiram-se de branco e rosa, como se alguém tivesse soprado Primavera sobre cada ramo. Há dias em que apetece parar só para olhar e ficar a contemplar esta beleza.
Nem tudo foi leve.
As tempestades trouxeram água a mais, e andou-se por ali numa espécie de missão de resgate: tentar salvar o feno que ficou alagado e pode apodrecer.
Há qualquer coisa de bonito nisso também, este lado menos romântico, mas tão real, de cuidar do que depende de nós.
E depois… a recompensa.
A barragem está cheia.
Cheia como há muito não se via. Um espelho tranquilo onde o céu se deita ao fim do dia.
E, quase sem se dar conta, começou a sentir-se outro tipo de movimento:
os hóspedes estão a voltar, com mais consistência, mais presença, mais vontade de parar.
Talvez porque o corpo sabe.
Que a partir de 20 de março, os dias crescem.
E com eles, cresce também essa vontade de fugir por uns dias.
De trocar o ruído pelo silêncio.
A pressa pelo tempo certo.
É nesta altura que o Monte se torna um convite difícil de ignorar:
para uma escapadinha, um fim de semana prolongado, ou até aqueles dias roubados à rotina… só para abrandar e recarregar energias.
Março ensinou-nos isto:
há fases de cuidar, fases de esperar… e fases de aproveitar.
Esta pode ser a sua.
O Monte das Lages espera por si, com o campo em flor e o tempo do seu lado
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